Más de 340 organizaciones, entre ellas OLMA, hacen un llamado a la EU para suspender imediatamente las negociaciones comerciales con Brasil

Carta dirigida a los presidentes de las instituciones de la Unión Europea (EU) antes de la reunión ministerial que se realizará rei Bélgica, en la cual los ministros de negocios extranjeros de la EU y de Mercosur pretenden finalizar las negociaciones. Texto de la noticia en Portugués.

Mais de 340 organizações, inclusive a FASE [e o OLMA], reivindicam que a interrupção imediata das negociações para um acordo de comércio União Europeia (UE)-Mercosul. “Vimos por meio desta carta pedir à União Europeia que use sua influência para evitar o agravamento da situação ambiental e dos direitos humanos no Brasil”, expõem. As entidades demonstram preocupação com a proposta de colocar a demarcação de terras indígenas sob a jurisdição do Ministério da Agricultura, o que aumentariam ameaças contra a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, e o Cerrado, a savana de maior biodiversidade do planeta. Entre outros pontos, também relatam “um aumento dramático nos ataques a povos indígenas, outras comunidades tradicionais e seus territórios”. E lembram que tanto o Ministério do Meio Ambiente quanto o Ministério das Relações Exteriores são agora liderados pelos que negam o aquecimento global.

Acesse a carta em: [ Carta_português_internacional]

De: https://fase.org.br/pt/acervo/documentos/pela-suspensao-das-negociacoes-comerciais-entre-ue-e-brasil/

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Em carta aberta lançada nesta terça-feira (18), mais de 340 organizações da sociedade civil exigem que a União Europeia suspenda imediatamente as negociações do acordo de livre comércio com o bloco Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) por causa da deterioração dos direitos humanos e das condições ambientais no Brasil. A carta é dirigida aos presidentes das instituições da União Europeia (EU) antes da reunião ministerial da próxima semana em Bruxelas, na Bélgica, na qual os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE e do Mercosul pretendem finalizar as negociações.

“Assinar um acordo comercial com o atual governo do Brasil vai contra todos os direitos humanos e princípios ambientais que a União Europeia defende — este é um momento crucial para a liderança europeia demonstrar que mantém os seus princípios e não negociará acordos comerciais que contrariem o Acordo Climático de Paris e os direitos humanos”, disse Shefali Sharma, diretor do Instituto para a Agricultura e Políticas Comerciais da Europa.

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(Foto: Rogério Assis/Greenpeace)

Desde que Jair Bolsonaro se tornou presidente do Brasil, o seu governo desmantelou proteções ambientais, [ tolerou incursões] de invasores armados em terras Indígenas, e compactuou com um aumento dramático das taxas da desflorestação na Amazônia, prejudicando anos de progresso.

“Observamos um agravamento dos direitos humanos e da situação ambiental no Brasil, incluindo ataques a pessoas que defendem os seus territórios ou recursos naturais e mortes de líderes comunitários, camponeses e ativistas. A sociedade civil europeia está a exortar a UE a usar a sua influência comercial para acabar com as violações de direitos humanos e a desflorestação no Brasil e apoiar a sociedade civil brasileira e os defensores do meio ambiente”, disse Adrian Bebb, especialista em comércio da Friends of the Earth Europe.

Os defensores do acordo esperam concluir as negociações antes das eleições presidenciais argentinas e da renovação da Comissão Europeia, ambas a acontecer em novembro de 2019. “As recentes eleições europeias provaram que os cidadãos apoiam uma agenda mais verde. A administração Juncker não tem a legitimidade democrática para finalizar um acordo comercial que exacerbará a desflorestação e que terá, portanto, um efeito desastroso sobre as pessoas e o clima”, disse Perrine Fournier, ativista florestal e de comércio da ONG Fern.

Carne bovina, soja e desmatamento

A UE constitui um enorme mercado para a soja e a carne bovina brasileiras, cuja produção impulsiona a desmatamento e os abusos aos direitos humanos no Brasil em grande escala. A UE é também o segundo maior parceiro comercial do Brasil e, em conjunto, os seus Estados-Membros são a maior fonte de investimento direto estrangeiro no Brasil.

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(Foto: Fotos Públicas)

A produção de carne bovina em larga escala é a maior causa da desmatamento no mundo, e as florestas no Brasil foram destruídas em grande escala para abrir caminho para o gado. Em 2017, 42% das importações de carne bovina da UE vieram de corporações transnacionais brasileiras que foram fortemente subsidiadas pelo governo brasileiro. A maior processadora de carne do mundo, a JBS, emitiu mais gases com efeito estufa em 2016 do que a Holanda. Um estudo de 2013 da Comissão Europeia também apurou que a expansão da soja foi responsável por quase metade do desmatamento envolvido nos produtos importados pela UE. O Brasil é o maior produtor de soja da América do Sul e, até recentemente, a UE era o seu maior mercado.

De: https://fase.org.br/pt/informe-se/noticias/mais-de-340-organizacoes-apelam-a-ue-para-suspender-imediatamente-negociacoes-comerciais-com-o-brasil/

Fuente

  • OLMA
  • Fotografía principal: Flickr - CIFOR. Licencia Creative Commons.

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